Onda de violência aumenta no Timor Leste

O número total de vítimas da onda de violência no Timor Leste cresceu com a morte de seis membros de uma família no incêndio da sua casa, em Díli, perto do aeroporto. As vítimas eram parentes do ministro do Interior, Rogério LobatoVárias casas foram incendiadas no bairro de Delta-Comoro, antes da chegada da missão avançada das tropas australianas. Famílias atacadas na onda de violência dos últimos dias podem ser ligadas à polícia do país. Há especulações de que os autores dos ataques não são os ex-militares rebeldes e sim soldados do Exército. A australiana Kirsty Sword Gusmão, mulher do presidente Xanana Gusmão, disse à rádio ABC,da Austrália, que não está clara aposição do Exército timorense. "Parece que estão atacando as famílias de oficiais da polícia. Foi o que me disseram", relatou.O número de policiais mortos a tiros porum grupo de soldados timorenses que pensavam estar atirando em rebeldes aumentou para 12, informaram nesta sexta-feira fontes oficiais em Díli citadas pela versão eletrônica do "Sydney Morning Herald", da Austrália. Um porta-voz da ONU em Nova York tinha informado a morte de nove policiais num confuso incidente ocorrido na quinta-feira. Os policiais saíam desarmados de seu quartel em Díli quando foram baleados pelos soldados. Aparentemente, três dos mais de 20 policiais internados com ferimentos graves morreram. Indonésia fecha a fronteiraA Indonésia fechou nesta sexta-feira a fronteira com o Timor Leste e aumentou as medidas de segurança devido à escalada de violência registrada em Díli, a capital do país vizinho. O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, disse hoje que a fronteira permanecerá fechada até que a situação no Timor Leste melhore. A passagem só será aberta em casos de emergência, emcoordenação com as autoridades timorenses. A chegada de tropas internacionais tenta evitar que o surto de violência degenere em guerra civil no pequeno país do Sudeste Asiático, um dos mais pobres da região. Entre as tropas não há indonésios. As autoridades do país evitam a intromissão no território que ocuparam durante 24 anos, até o plebiscito de independência, de 1999.

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