Onda de violência deixa pelo menos 17 mortos no Paquistão

Maioria das mortes aconteceu em Karachi, no sul do país, ataque pode ter sido causado por um ajuste de contas entre grupos

Efe

21 de setembro de 2010 | 05h21

ISLAMABAD - Pelo menos 17 pessoas morreram e 15 ficaram feridas nas últimas 48 horas em uma onda de violência em Karachi (sul do Paquistão), informou uma fonte policial nesta terça-feira, 21.

A maioria das mortes aconteceu na segunda, em ajustes de contas entre grupos criminosos da principal metrópole do país, mas também morreram quatro ativistas de partidos políticos e outra vítima pertencia a uma corrente islâmica minoritária, segundo a fonte.

Segundo esta versão, os atos de violência aconteceram em vários pontos da cidade.

Em alguns casos, homens armados que circulavam em motocicletas dispararam contra as vítimas. Também houve choques entre criminosos e as forças de segurança e distúrbios que terminaram com a queima de veículos, incluindo um ônibus.

"A situação está voltando agora à normalidade. Desde a noite da segunda-feira não houve nenhum novo assassinato. Soldados especiais das forças de segurança estão desdobrados por diferentes pontos de Karachi", explicou a fonte policial.

A situação na capital financeira do Paquistão era tensa desde que, no último dia 16, foi assassinado a disparos em Londres o político Imran Farouk, exilado "número dois" do Muttahida Qaumi Movement (MQM), o principal partido de Karachi.

Os fatos de violência com motivações étnicas, políticas ou sectárias, causados por grupos criminosos, são frequentes em Karachi, uma metrópole com mais de 18 milhões de habitantes, onde convivem pessoas de todas as etnias do país e na qual se registram os mais altos índices de criminalidade do Paquistão.

O primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raza Guilani, pediu a seu ministro de Interior, Rehman Malik, e às autoridades da província de Sindh - cuja capital é Karachi - que tomem "os passos necessários" para restaurar a ordem na cidade, segundo comunicado oficial.

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