Onda de violência no Congo deixa 25 mortos

Pelo menos 25 pessoas foram mortas durante um ataque a uma província do leste do Congo, conforme uma funcionária da Organização das Nações Unidas. Algumas das vítimas foram queimadas e violentadas, e cerca de 150 casas, destruídas. Ao denunciar o massacre, Jacqueline Chanard, portaz-voz da ONU no Congo, contou que os corpos foram encontrados em covas rasas, na lama, na região de Lukweti, a 200 quilômetros da capital Goma. Segundo testemunhas, os mortos podem chegar a 40, alguns dos quais em uma região da província que ficou isolada após os rebeldes destruírem uma ponte.O massacre começou em 12 de março e durou três dias. A informação só vem agora à tona porque a região é de dificíl acesso. Além da situação precária das estradas, a selva da região serve de abrigo a rebeldes da vizinha Ruanda. A autoria dos ataques ainda não foi esclarecida. Alguns dos sobreviventes dizem que foram milícias da Ruanda, que fugiram de seu país após o genocídio de 1994 - quando morreram quase 1 milhão de pessoas. Outros afirmam que foram rebeldes do Congo, em represália a moradores que estariam permitindo a ação de insurgentes de Ruanda.Há ainda a versão de que tudo partiu dos nacionalistas Mayi-Mayi, aliados do antigo governo na guerra civil que durou cinco anos e fez, estima-se, 3,3 milhões de mortos. O confronto foi considerado findo em junho, mas o novo governo ainda não conseguiu exercer autoridade sobre as muitas facções rebeldes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.