Onda de violência se espalha e deixa 32 mortos no Egito

Pelo menos 32 egípcios morreram em confrontos ontem na cidade costeira de Port Said, no segundo dia de uma onda de violência iniciada na sexta-feira que deixou pelo menos 41 mortos no país. Veículos blindados e policiais militares foram mobilizados em Port Said e centenas de pessoas ficaram feridas.

CAIRO, / REUTERS, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2013 | 02h01

Os novos enfrentamentos foram desencadeados por manifestantes revoltados com a condenação de 21 homens à morte pela participação no tumulto que matou 74 torcedores em um estádio de futebol em 1.º de fevereiro do ano passado.

Na ocasião, espectadores foram esmagados e algumas testemunhas viram pessoas sendo jogadas de arquibancadas depois do jogo entre o Al Ahly, do Cairo, e a equipe local, o Al-Masri. A torcida do time da capital participou ativamente de protestos contra o ex-presidente Hosni Mubarak na Praça Tahrir durante a Primavera Árabe.

No total, 73 pessoas foram julgadas por envolvimento no episódio no estádio de Port Said. Em março serão emitidas outras sentenças, segundo o juiz.

Os confrontos violentos no Egito recomeçaram na sexta-feira, com manifestações para marcar o segundo aniversário da derrubada de Mubarak.

Os manifestantes acusam o atual presidente, Mohamed Morsi, e seus aliados da Irmandade Muçulmana de traírem os ideais da revolução contra Mubarak.

Nove pessoas foram mortas na violência na sexta-feira, a maioria na cidade portuária de Suez, para onde o Exército também foi deslocado. Prédios do governo foram atacados nas quatro maiores cidades do país e uma sede da Irmandade foi incendiada.

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