ONG acusa governo sírio de ter demolido bairros inteiros

O governo sírio recorreu a explosões controladas e buldôzeres para demolir milhares de imóveis residenciais, em alguns casos derrubando bairros inteiros, em uma aparente campanha para punir civis simpáticos à oposição ou para causar a eles prejuízos desproporcionais. A denúncia foi feita nesta quinta-feira pela organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch em um relatório de 38 páginas.

AE, Agência Estado

30 de janeiro de 2014 | 13h01

As demolições ocorreram entre julho de 2012 e julho do ano passado em sete distritos considerados favoráveis à oposição que tenta derrubar o presidente Bashar Assad em Damasco, em cidades próximas e em Hama, na região central da Síria. A Human Rights Watch denunciou que a prática de demolições deliberadas viola as leis internacionais e pediu o fim imediato da prática.

"Tirar do mapa bairros inteiros não é uma tática de guerra legítima", denunciou Ole Solvang, pesquisador de emergências da ONG. "As demolições ilegais são as mais novas integrantes de uma longa lista de crimes cometidos pelo governo sírio", prosseguiu.

De acordo com a Human Rights Watch, muitos dos imóveis demolidos eram blocos de apartamentos. Milhares de famílias perderam suas casas por causa das demolições, segundo os cálculos da ONG sediada em Nova York.

Ainda segundo a Human Rights Watch, o governo e a mídia estatal da Síria têm qualificado as demolições ou como parte de um projeto de planejamento urbano ou como uma campanha para remover construções ilegais.

Os investigadores da Human Rights Watch, porém, determinaram que as demolições foram supervisionadas pelas Forças Armadas e que todos os bairros tinham sido palco de recentes combates e eram identificados como zonas de apoio à oposição. Fonte: Associated Press.

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