ONG acusa regime da Síria de crimes contra humanidade

A Human Rights Watch (HRW) acusou nesta sexta-feira as forças do governo da Síria por "crimes contra a humanidade", pelos sistemáticos abusos contra civis nos oito meses de repressão oficial a manifestantes pacíficos. A HRW pediu que a Liga Árabe suspenda a Síria do grupo.

AE, Agência Estado

11 de novembro de 2011 | 08h44

A organização não-governamental pede também que a Liga Árabe solicite ao Conselho de Segurança um embargo de armas e sanções contra indivíduos da Síria, além de enviar o caso para o Tribunal Penal Internacional (TPI).

"A natureza sistemática dos abusos contra civis em Homs pelas forças do governo sírio, incluindo a tortura e assassinatos ilegais, indica que crimes contra a humanidade foram cometidos", afirma a ONG. Baseado em relatos de 110 vítimas e testemunhas, o relatório da entidade afirma que "as violações das forças de segurança sírias mataram pelo menos 587 civis" na cidade de Homs, no centro sírio, e na província de mesmo nome entre meados de abril e o fim de agosto.

No mais recente grande assalto à cidade, as forças oficiais mataram pelo menos mais 104 pessoas desde 2 de novembro, quando o regime do presidente Bashar Assad concordou com uma iniciativa da Liga Árabe para acabar com a violência. "Homs é um microcosmo da brutalidade do governo sírio", afirmou em comunicado Sarah Leah Whitson, diretora para Oriente Médio da HRW.

Há centenas de pessoas desaparecidas, segundo a ONG, além de vários relatos de torturas cometidas contra ex-presos. O governo sírio afirma apenas que combate "terroristas armados" apoiados pelo exterior. As informações são da Dow Jones.

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