Ong acusa senhores de guerra apoiados pelos EUA

Sem uma presença consolidada no território do Afeganistão, as tropas dos Estados Unidos e da ONU estariam incentivando os senhores da guerra do país a aniquilar qualquer tipo de oposição que possa ameaçar a segurança do governo afegão. A denúncia é da Human Rights Watch, uma das principais ongs do mundo. Diante da aprovação de Washington e das Nações Unidas, os líderes locais estariam praticando graves violações aos direitos humanos, como assassinatos, tortura e prisões arbitrárias.Um dos líderes apoiados pela Casa Branca é Ismail Khan, que comanda a cidade de Herat e que é acusado pela HRW de promover abusos contra a população local. "Em Herat, o aliado da comunidade internacional é um inimigo dos direitos humanos", afirma John Sifton, pesquisador da Human Rights Watch. Segundo ele, um grupo da etnia pashtun que vive na região é a principal vítima da violência de Khan, que ordena até mesmo descargas elétricas em prisioneiros. "A violência iniciada pelo Taleban está sendo mantida pelo atual governador", afirma Sifton.Mesmo assim, no início do ano, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, elogiou Ismail Khan e reconheceu que poderia dar armas aos líderes locais.Agora, a ong pede que a ONU e os Estados Unidos deixem de ajudar os senhores da guerra e promovam uma expansão do número de tropas internacionais, se querem de fato garantir a estabilidade do Afeganistão. A proposta de um aumento do número de soldados norte-americanos no Afeganistão não é aceita pela Casa Branca, que não quer concentrar seus esforços de guerra apenas no país.

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