ONG critica tratamento a refugiados na Austrália

O tratamento dado pela Austrália a refugiados e aborígines retrocedeu, alertou hoje a organização não governamental (ONG) Anistia Internacional, ao criticar o plano australiano de enviar refugiados à Malásia. Em seu mais recente relatório anual, a organização destacou que a política para refugiados da Austrália e o tratamento dos nativos precisa de melhorias.

AE, Agência Estado

13 de maio de 2011 | 16h18

A porta-voz da AI na Austrália, Claire Mallinson, ressaltou que a política para pessoas em busca de asilo - muitas delas vindas do Sri Lanka, Irã e Afeganistão por meio de contrabandistas de pessoas em uma viagem perigosa de barco - falhou nas avaliações legais, humanas e econômicas.

A decisão do governo de suspender o processo de vistos para cidadãos do Afeganistão e do Sri Lanka por alguns meses no ano passado resultou em superlotação, estresse e problemas mentais entre os detentos, disse Mallinson.

"As pessoas têm direito legal de buscar asilo e a quantidade que chega à Austrália é incrivelmente baixa. No ano passado, os que vieram de barco foram o mesmo número que chegaram à Itália na semana passada", notou a porta-voz. Mais de 6.500 refugiados chegaram de barco à Austrália em 2010 e 1.279 aportaram até agora em 2011, de acordo com dados do Departamento de Imigração.

Mallinson também criticou o plano de mandar 800 refugiados à Malásia para regularização, alegando que o país asiático não tinha bom histórico de direitos humanos. Ela também afirmou ser escandalosa a taxa de aborígines presos, em comparação com os que não são aborígines: 14 vezes mais. As informações são da Dow Jones.

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