ONG denuncia 59 casos de tortura à missão da Unasul na Venezuela

Segundo entidade que presta assistência a manifestantes, houve 1,9 mil prisões arbitrárias nos protestos

O Estado de S. Paulo,

28 de março de 2014 | 10h20

CARACAS - A ONG Foro Penal Venezuelano, que presta assistência jurídica a manifestantes contrários ao chavismo, apresentou à missão da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) um relatório com 59 casos de tortura e quase duas mil detenções arbitrárias desde 12 de fevereiro, quando começou a onda de protestos contra o governo de Nicolás Maduro.

"Apresentamos um relatório preliminar sobre as violações aos direitos humanos e, particularmente, casos de tortura e tratamento cruel e desumano", disse o diretor da ONG, Alfredo Romero, em entrevista coletiva. "Falamos de um padrão de tortura porque as atuações lascivas e humilhantes são muito similares em, pelo menos, 19 Estados."

De acordo com Romero, o relatório apresenta detalhes de 59 casos de tortura, 1.919 detenções arbitrárias e 30 assassinatos no marco das manifestações, além de denunciar os supostos excessos no uso da força dos policiais.

O grupo entregou também um documento no qual pede à Unasul que solicite ao governo da Venezuela o fim imediato da repressão contra os manifestantes, o uso de substâncias tóxicas proibidas para dispersar os protestos e o desarmamento de grupos paramilitare".

"Após a apresentação deste relatório, nenhum país pode dizer que não está ciente do que se passa na Venezuela", afirmou o advogado Gonzalo Himiob, membro da ONG, que disse esperar que os casos apresentados sejam avaliados com cuidado. / EFE

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