ONG denuncia crimes de guerra

Documentos divulgados ontem pela União pelas Liberdades Civis Americanas (Aclu, pelas iniciais em inglês, uma das ONGs mais atuantes dos EUA) listam uma série de crimes cometidos por soldados americanos nos conflitos no Iraque e no Afeganistão. São 22 violações detalhadas em mais de 10 mil páginas contendo exemplos de assassinatos de civis e casos de tortura contra iraquianos. Entre as denúncias mais graves está o caso de um iraquiano, acusado de violar o toque de recolher, que foi atirado no Rio Tigre por soldados americanos. Outro relato dramático se refere ao caso de um general do Exército iraquiano, suspeito de ajudar os insurgentes, que morreu asfixiado durante interrogatório conduzido por militares dos EUA. O general teria tido a cabeça coberta por um saco de dormir enquanto seu corpo foi enrolado com um fio de eletricidade. Os documentos foram obtidos por meio da Lei de Liberdade de Informação. O coronel aposentado Michael Pheneger examinou o material a pedido da Aclu e concluiu que boa parte das denúncias de crimes de guerra cometidos pelos americanos no Iraque ainda não foi divulgada. "As guerras são sujas por natureza", disse Pheneger. "Mas é óbvio que nada justifica o assassinato de um prisioneiro", acrescentou o coronel aposentado.

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