AFP PHOTO / RONALDO SCHEMIDT
AFP PHOTO / RONALDO SCHEMIDT

ONG denuncia execuções sumárias na Venezuela

Relatório anual da Human Rights Watch critica regime do presidente Nicolás Maduro por assassinatos extrajudiciais, prisões arbitrárias e casos de tortura

O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2018 | 06h30

CARACAS - Um relatório que será divulgado nesta quinta-feira pela ONG Human Rights Watch denuncia a ação de grupos militares responsáveis pela execução sumária de pelo menos 500 pessoas nos últimos dois anos na Venezuela. Além disso, o texto condena abusos durante os protestos contra o governo chavista que deixaram 125 mortos e milhares de presos sem acesso ao devido processo legal.

Criada em 2015 pelo presidente Nicolás Maduro, a Operação Libertação do Povo (OLP) tinha como objetivo responder à falta de segurança crônica no país. Sua implementação, no entanto, segundo a HRW, foi marcada por incursões policiais e militares em comunidades de baixa renda e de imigrantes, execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias em massa, torturas, despejos forçados, destruição de casas e deportações.

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Em novembro de 2017, o Ministério Público disse que mais de 500 pessoas foram mortas durante as OLPs, entre 2015 e 2017. As autoridades governamentais disseram que as mortes ocorreram durante os “confrontos” com criminosos armados – algo negado em muitos casos por familiares de vítimas ou testemunhas. Em vários casos, as vítimas foram vistas vivas pela última vez quando estavam sob custódia policial.

O Ministério Público relatou ainda que, até 31 de julho, 125 pessoas tinham sido mortas durante incidentes ligados aos protestos contra Maduro. 

O relatório aponta 2 mil casos de pessoas feridas durante a repressão. Segundo o Foro Penal Venezuelano, ONG que monitora direitos civis no país, cerca de 5,4 mil pessoas foram presas em conexão com as manifestações, entre abril e novembro, incluindo manifestantes, testemunhas e pessoas tiradas de suas casas sem mandados. / REUTERS

 

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