ONG elogia liberdade na Venezuela, mas teme pelo futuro

A Human Rights Watch (HRW), organização americana de defesa dos direitos humanos, considerou que "na Venezuela se respira, até agora, um clima de absoluta liberdade", ao apresentar em Caracas um informe sobre a situação local da liberdade de imprensa. A organização, não obstante, condenou as agressões contra jornalistas e se mostrou "profundamente insatisfeita" com a falta de punição para esses crimes, e rejeitou um texto legal que está prestes a ser aprovado e que, em seu parecer, "permitiria agir contra os meios de comunicação". Além disso, solicitou ao governo que suspenda os processos administrativos em curso contra as quatro maiores redes de televisão privadas do país - que fazem oposição ao presidente Hugo Chávez -, os quais qualificou como "atentados à liberdade de expressão". "Não há problemas maiores em matéria de liberdade de expressão na Venezuela", afirmou o diretor da HRW, José Miguel Vivanco, durante uma entrevista à imprensa. Ele considerou o fato de a maioria dos meios de comunicação locais estarem alinhados contra o governo de Chávez como "a maior prova da amplitude da liberdade de expressão" no país.Mas advertiu posteriormente que essa garantia "se encontra seriamente ameaçada" pelos processos administrativos abertos contra as quatro emissoras e pela eventual aprovação de uma polêmica lei que regulamentará os conteúdos do rádio e da TV locais.

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