Phillippe Wojazer/AFP
Phillippe Wojazer/AFP

ONG: líderes que não respeitam liberdade de imprensa estavam em marcha de Paris

Presença de representantes de Egito, Turquia e Argélia, por exemplo, indignaram a organização Repórteres Sem Fronteiras

O Estado de S. Paulo

12 de janeiro de 2015 | 11h49


A marcha pela liberdade de expressão realizada domingo na França, que reuniu cerca de 3,7 milhões de pessoas em todo o país, após os atentados no país foi um ato histórico, mas com presenças contraditórias.

Estavam presentes na manifestação ao lado do presidente francês, François Hollande, líderes de países que não respeitam a liberdade de imprensa.

Mais de 50 países estavam representados na marcha, entre eles o Egito, a Turquia e a Argélia - ranqueados no relatório anual da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) como alguns dos piores locais para a liberdade de imprensa.

A RSF afirmou ao jornal Washington Post que ficou "indignada com a presença de autoridades de países que restringem a liberdade de informação" na marcha em Paris.

Estavam na marcha o ministro de Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e da Argélia, Ramtane Lamamra. O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, também marchou ao lado de Hollande.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.