ONG pede mudanças para evitar mortes de civis afegãos

A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) acusou o Exército dos Estados Unidos de não fazer o suficiente para reduzir as mortes de civis durante as batalhas no Afeganistão. Hoje, o grupo pediu "mudanças fundamentais" para evitar a morte de civis como as ocorridas durante um ataque aéreo neste mês. O HRW, sediado em Nova York, informou que sua investigação independente sobre os ataques de 4 e 5 de maio, que mataram uma grande quantidade de pessoas - dentre elas muitas mulheres e crianças - descobriu que as medidas tomadas pelos militares norte-americanos para proteger os civis foram "inadequadas".

AE-AP, Agencia Estado

15 de maio de 2009 | 13h13

Os afegãos culpam os ataques aéreos norte-americanos pelas mortes e pela destruição de duas vilas na província de Farah, oeste do país. Funcionários norte-americanos dizem que o Taleban manteve os moradores como reféns durante os confrontos. Não há dados exatos sobre quantas pessoas morreram no distrito de Bala Baluk. O governo pagou indenizações para famílias pelas mortes de 140 pessoas, tendo com base uma lista feita pelos moradores. Militares norte-americanos dizem que os números foram exagerados, mas não deu sua própria estimativa.

Se os dados afegãos estiverem corretos, esse terá sido o maior caso de mortes de civis desde a invasão de 2001 liderada pelos Estados Unidos para derrubar o Taleban. Os moradores disseram ao HRW que o primeiro ataque foi realizado por combatentes do Taleban, que exigiam uma parte do dinheiro da venda de papoula. Eles afirmaram, porém, que foi durante o bombardeio que a maior parte dos civis morreu. O grupo reiterou sua condenação às práticas do Taleban de usar civis como escudos humanos e desembarcar seus combatentes em áreas povoadas, mas disse que as entrevistas com moradores não sugerem que eles fora usados como escudos humanos em Bala Baluk.

Tudo o que sabemos sobre:
AfeganistãoviolênciacivisHRW

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.