ONG registra 66 mortes de jornalistas em 2011

A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou em seu site, na quarta-feira, um balanço sobre a violência contra jornalistas no ano de 2011. De acordo com a entidade, 66 jornalistas foram mortos pelo mundo este ano, 16% a mais que no ano anterior. Além disso, 1.044 jornalistas foram presos por motivos relacionados à profissão, 1.959 foram fisicamente atacados ou ameaçados e 71 foram sequestrados em 2011.

AE, Agência Estado

22 de dezembro de 2011 | 12h15

Setenta e três jornalistas tiveram de fugir de seus países. Segundo o relatório da RSF, 499 meios de comunicação foram censurados, e em 68 países há censura à internet. A entidade destaca que, das 66 mortes, 20 ocorreram no Oriente Médio, foco de grande atenção por causa dos protestos da Primavera Árabe. "Um número similar foi morto na América Latina, que está muito exposta à violência criminal", nota a ONG.

Pelo segundo ano seguido, o Paquistão é a nação onde mais morreram jornalistas, dez. China, Irã e Eritreia "continuam a ser as maiores prisões para a mídia", por causa da censura imposta por seus governos.

A entidade divulgou, ainda, uma lista das 10 zonas mais perigosas no mundo para o trabalho dos jornalistas: Manama, no Bahrein, Abidjã, na Costa do Marfim, Cairo, no Egito, Misurata, na Líbia, o Estado de Veracruz, no México, Khuzdar, no Paquistão, as regiões metropolitanas de Manila, Cebu e Cagayan de Oro, nas Filipinas, Mogadiscio, na Somália, Deraa, Homs e Damasco, na Síria, e Sanaa, no Iêmen. (Equipe AE)

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