ONG responsabiliza Estado Islâmico por massacre de 116 civis na Síria

ONG responsabiliza Estado Islâmico por massacre de 116 civis na Síria

Alvo de múltiplas ofensivas, o EI tem sofrido há meses seguidas derrotas na Síria e no Iraque

O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2017 | 13h08

O grupo Estado Islâmico (EI) foi acusado nesta segunda-feira,23, de ter executado pelo menos 116 civis em uma cidade da região central da Síria, antes da expulsão dos extremistas da região por tropas leais ao governo de Bashar Assad.

Raqqa passará para autoridade civil após retirada de minas terrestres

Alvo de múltiplas ofensivas, o EI tem sofrido há meses seguidas derrotas na Síria e no Iraque. O grupo ultrarradical sunita acaba de ser expulso por uma aliança de combatentes curdos e árabes de Raqqa, sua "capital" na Síria, e vê desmoronar seu califado proclamado nas regiões conquistadas em 2014. Contudo, os extremistas ainda são capazes de reagir de forma mortal, por meio de atentados e execuções. 

"Durante os 20 dias em que controlou Al-Qaryatayn, o EI executou pelo menos 116 civis em represália, acusados de colaborar com as tropas do regime" de Bashar al-Assad, afirmou nesta segunda-feira Rami Abdel Rahman, diretor da ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"Depois da retomada da cidade situada na província de Homs, os habitantes encontraram cadáveres nas ruas, nas casas e em outros lugares", afirmou Rahman. "Alguns foram assassinados com armas brancas, outros por bala."

De acordo com as fontes do OSDH, muitas vítimas morreram nos últimos dois dias antes da fuga dos jihadistas de Al-Qaryatayn. O grupo EI havia retomado no dia 1º de outubro a localidade, que tem uma minoria cristã e várias igrejas. Alguns templos foram vandalizados pelos jihadistas. A organização extremista havia capturado a cidade pela primeira vez em agosto de 2015, e pouco menos de um ano depois foi expulsa.

Ainda conforme o OSDH, o regime sírio retomou a cidade no sábado, depois da retirada de mais de 200 membros do EI, que seguiram em direção a Badiya, o grande deserto do centro do país. / AFP

 

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