EFE/LEONARDO MUÑOZ
EFE/LEONARDO MUÑOZ

ONGs acusam Maduro de deter manifestantes

Incidentes foram registrados na noite de sexta-feira quando Maduro caminhava a pé por Villa Rosa para liderar um ato e inaugurar obras em edifícios reformados em zonas populares da região

O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2016 | 20h46

CARACAS - Organizações de direitos humanos denunciaram neste sábado, 3, a detenção de ao menos 30 pessoas pelo serviço de inteligência da Venezuela durante protesto com vaias contra o presidente Nicolás Maduro no Estado de Nueva Esparta. “Há mais de 30 detidos pelo Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência)”, alertou no Twitter Alfredo Romero, diretor-executivo da ONG Foro Penal Venezuelano, vinculada pelo governo à oposição.

Os incidentes foram registrados na noite de sexta-feira quando Maduro caminhava a pé por Villa Rosa, nos arredores da capital de Nueva Esparta, Porlamar, para liderar um ato e inaugurar obras em edifícios reformados em zonas populares da região.

Segundo vídeos divulgados em redes sociais por líderes opositores, moradores locais cercaram o presidente enquanto batiam panelas. 

“Chegam informações de abuso policial e buscas sem ordem judicial em Villa Rosa”, disse no Twitter a ONG Provea. “O povo te odeia, Nicolás Maduro. Nem que você mande atropelar ou prender as pessoas você conseguirá”, afirmou Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda na mesma rede social. “Já dissemos antes, Maduro não visita nenhuma comunidade há anos, o povo odeia ele e ontem à noite deixou isso claro com o panelaço”, dizia outra mensagem. 

Um dia antes do protesto, a oposição realizou uma marcha em Caracas para exigir a ativação do referendo revogatório contra Maduro e reclamar da falta de alimentos, remédios e da alta inflação no país. Segundo opositores, o protesto reuniu mais de um milhão de pessoas, enquanto o governo sustenta que foram apenas 30 mil. 

A coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) pressiona o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) a fixar a data da segunda fase do referendo. Segundo o cronograma divulgado pelo Tribunal, cujos juízes foram nomeados pelo chavismo, a votação só ocorreria em 2017. Com isso, mesmo em caso de vitória da oposição, pela Constituição, Maduro seria substituído pelo vice, também chavista. / Reuters, EFE e AFP

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