ONGs aumentam segurança e pensam em sair do Iraque

Funcionários e representantes estrangeiros de grupos internacionais de ajuda humanitária que atuam no Iraque reforçam a segurança e já falam em deixar o país, depois do seqüestro de duas funcionárias italianas de uma organização não-governamental (ONG). "Nós estamos vulneráveis há um bom tempo, mas agora a situação chegou a um ponto inimaginável", disse um agente humanitário francês que pediu que nem ele nem sua ONG fossem identificados. Ele comentou que a organização para a qual trabalha decidirá nos próximos dias se continuará ou não no Iraque. O agente humanitário contou que ele e dois colegas estrangeiros da mesma ONG reforçaram a segurança depois de mais de dez homens armados terem invadido, na terça-feira, a casa onde estava abrigado um grupo humanitário italiano. Os homens armados levaram quatro reféns, sendo dois iraquianos e duas italianas. O seqüestro de Simona Pari e Simona Torretta, ambas de 29 anos, chocou a comunidade estrangeira do Iraque, especialmente os agentes humanitários. O incidente obrigou muitos deles a refletir sobre se suas operações no Iraque compensam o risco. "Nós paramos de sair de casa e tentamos nos manter muito, muito discretos", comentou Frank McAreavey, um agente do grupo alemão HELP, que promove o desarmamento de minas. Ele contou que a Embaixada da Alemanha em Bagdá recomendou ao grupo que não tente sair do Iraque imediatamente porque a avenida que leva ao aeroporto é muito perigosa.

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