ONGs condenam censura em canal de TV na Venezuela

Grupos de direitos humanos estão condenando uma ordem da agência de comunicações da Venezuela para que um canal de televisão pare de mostrar vídeos que questionam a legalidade do adiamento da posse do presidente Hugo Chávez.

CLARISSA MANGUEIRA, Agência Estado

12 de janeiro de 2013 | 16h33

As organizações Human Rights Watch e Repórteres sem Fronteiras criticaram as ações do governo venezuelano contra o Globovision, único canal antichavista.

A Human Rights Watch afirmou em um comunicado neste sábado que o governo venezuelano está tentando censurar discussões públicas sérias e intimidar seus críticos.

O Globovision mostrou vídeos nos quais reprisava declarações de Chávez, do vice-presidente, Nicolas Maduro, e do advogado geral da Venezuela.

Nos vídeos, o canal questionou a constitucionalidade de adiar a posse do presidente para um novo mandato, prevista para o dia 10 de janeiro, enquanto Chávez continua em Cuba mais de um mês depois de ser submetido a uma cirurgia de câncer. A oposição também se mostrou contrária ao adiamento, mas a Suprema Corte do país decidiu que Chávez pode ser empossado mais tarde.

O Conselho Nacional de Telecomunicações abriu na última quarta-feira uma investigação sobre as proibições impostas ao Globovision. Pedro Maldonado, o diretor da agência, disse que o canal manipulou informação e que era ilegal que canais de televisão mostrassem programação que "gera ansiedade nos cidadãos ou perturbem a ordem pública".

Essa é a oitava investigação desse tipo que a agência regulatória abriu contra o Globovision nos últimos anos. Maldonado disse que o canal de notícias poderá enfrentar proibições, incluindo um fechamento por 72 horas, ou multa de até 10% de sua renda anual bruta. As informações são da Associated Press.

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