ONGs denunciam prisões na China por apoio a protestos

ONGs denunciam prisões na China por apoio a protestos

Pelo menos 20 pessoas foram detidas pela polícia em diversos pontos do país por difundir mensagens nas redes sociais e por planejar viajar para Hong Kong para se juntar à mobilização

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2014 | 15h43


PEQUIM -  Organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram nesta quarta-feira, 1º, a detenção de pelo menos 20 pessoas pela polícia em diversos pontos da China por difundir nas redes sociais mensagens de apoio e por planejar viajar para Hong Kong com a intenção de fazer parte dos protestos democráticos. Elas pediram a libertação imediata dessas pessoas.

Segundo nota da Anistia Internacional (AI), outras 60 pessoas teriam sido interrogadas pela polícia. A organização China Human Rights Defender (CHRD) afirmou que 12 pessoas foram detidas e 8, ameaçadas pelas autoridades. As detenções teriam ocorrido em Pequim e nas cidades de Cantão e Shenzhen, próximas de Hong Kong, relatou a AI.

Essa mesma organização informou que a censura chinesa tentou impedir as menções aos protestos na internet dentro do país e a rede social Instagram foi bloqueada na terça-feira na parte continental da China.

"As liberdades fundamentais exercidas por centenas de milhares de pessoas em Hong Kong continuam sendo negadas na parte continental da China", afirmou um pesquisador da AI, William Nee, no comunicado de sua organização.

A China decidiu no dia 31 de agosto que as eleições para o próximo chefe do governo de Hong Kong, em 2017, serão feitas por voto universal, mas apenas entre dois ou três candidatos previamente autorizados por um comitê consultivo estabelecido por Pequim, o que gerou o descontentamento de parte da população da ex-colônia britânica.

Pelo movimento "Ocuppy Central", que reúne várias associações políticas, sociais e estudantis da cidade favoráveis à instauração do voto universal sem restrições em Hong Kong, as forças pró-democracia comprometeram-se a realizar uma luta de "longo prazo" para que os candidatos ao governo do território possam ser escolhidos por seus cidadãos. / EFE

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