ONGs islâmicas pregam boicote à Coca-Cola na Malásia

Cerca de 1.200 restaurantes de toda a Malásia pararam de vender Coca-Cola em protesto contra o que consideram um símbolo da opressão do Ocidente contra os muçulmanos, informou nesta terça-feira uma coalizão de organizações não-governamentais (ONGs) islâmicas.O boicote tem como objetivo "enviar a mensagem de que os muçulmanos não toleram os esforços do Ocidente para arrasar os direitos dos muçulmanos na Palestina, no Iraque e em outros lugares do mundo", disse Ma´amor Osman, secretário-geral da Associação de Consumidores Muçulmanos da Malásia.A campanha contra a marca de refrigerante deve durar três meses. O órgão de defesa dos consumidores e pelo menos outras 30 ONGs que aderiram à campanha pretendem escolher outras empresas ocidentais para boicotar, disse Ma´amor durante uma entrevista coletiva concedida em Kuala Lumpur.Jamarulkhan Kadir, presidente da Associações dos Donos de Restaurantes Muçulmanos da Malásia, comentou que cerca de 1.200 estabelecimentos, a maior parte na capital, concordaram, nas últimas semanas, em parar de oferecer Coca-Cola a seus clientes.Um porta-voz da multinacional norte-americana na Malásia disse que não poderia comentar imediatamente a informação. A Coca-Cola emprega mais de 1.700 pessoas na Malásia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.