ONGs pedem mais ação da ONU contra o governo da Síria

Grupo quer investigações sobre violações de direitos humanos na repressão a protestos

estadão.com.br

09 de agosto de 2011 | 21h15

GENEBRA - Um grupo de 27 agência humanitárias enviou uma carta nesta terça-feira, 9, ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas pedindo que o órgão "encerre seu silêncio sobre as atrocidades que estão sendo cometidas pelo regime da Síria" e toma uma série de medidas contra a repressão praticada pelo governo de Bashar Assad contra seus opositores.

 

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As agências pediram que o os 47 membros do conselho realizem uma reunião de urgência para tratar do assunto, ouçam testemunhas em sessões abertas na televisão e criem um comitê especial de investigações sobre violações de direitos humanos por parte do regime sírio.

 

 

A carta foi enviada para Laura Dupuy Lasserre, presidente do conselho da ONU. Os 27 órgãos que assinam a carta são da Austrália, Burkina Fasso, República Democrática do Congo, França, Alemanha, Índia, Quênia, Mali, Marrocos, Namíbia, Nepal, Suíça, Uganda, Estados Unidos e Vietnã.

 

O grupo criticou o conselho por ter feito apenas uma reunião sobre a situação na Síria, o que ocorreu há mais de três meses, dizendo que o órgão "falhou ao não tomar as devidas ações para proteger o povo sírio das matanças". "É errado para a maior entidade de direitos humanos do mundo dar as costas para o massacre que a Síria promove sobre seu próprio povo", afirmou Hillel Neuer, diretor-executivo, da UN Watch, ONG que lidera a iniciativa.

 

Além da reunião e da criação do comitê, as agências ainda pedem que o conselho responsabilize o governo e os militares de Damasco por crimes contra a humanidade.

 

A carta é enviada no momento em que a Síria ganhou novamente as atenções da comunidade internacional pela escalada da repressão contra os protestos que pedem o fim do regime autocrático de Assad. Enviados de Brasil, África do Sul e Índia vão se encontrar com representantes de Damasco para discutir a situação. Os três países se opõem a sanções do Conselho de Segurança da ONU à Síria.

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