ONU: 800 mil estão isolados por enchentes no Paquistão

Cerca de 800 mil pessoas ficaram isoladas pelas enchentes no Paquistão e podem ser alcançadas apenas por via aérea, informou hoje a Organização das Nações Unidas (ONU), acrescentando que precisa de pelo menos 40 helicópteros a mais para transportar alimentos e outros suprimentos de emergência aos paquistaneses cada vez mais desesperados. O apelo foi uma indicação dos enormes problemas que os trabalhos de socorro enfrentam no Paquistão, mais de três semanas após o começo das enchentes atingirem o país, afetando mais de 17 milhões de pessoas e aumentando as preocupações sobre um possível tumulto social e a instabilidade política.

AE-AP, Agência Estado

24 de agosto de 2010 | 15h53

"Essas enchentes sem precedentes colocaram desafios sem precedentes na logística e isso exige um esforço enorme da comunidade internacional", disse John Holmes, subsecretário-geral de assuntos humanitários da ONU. Mais cedo, o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Reza Gilani, afirmou que centenas de instalações de saúde foram atingidas e dezenas de milhares de trabalhadores médicos foram dispersados. O mais renomado meteorologista do país, Qamar-uz-Zaman Chauldry, alertou que o rio Indo, o principal do país e muito transbordado, levará pelo menos duas semanas para voltar à calha normal.

As altas marés no Mar Arábico também deverão desacelerar a vazão das águas do Indo, disse Chauldry. Segundo ele, as marés só começarão a mudar a partir de amanhã. "A enchente ainda não acabou", afirmou. Elas começaram com as chuvas de monções nas regiões montanhosas do noroeste do Paquistão e depois as águas seguiram corrente abaixo em direção às planícies do sul. Muitas das pessoas isoladas estão na região montanhosa do noroeste, onde pontes e rodovias foram destruídas e levadas pelas águas.

Os Estados Unidos enviaram 18 helicópteros que estão conduzindo missões regulares de resgate e entrega de suprimentos, mas a ONU informou que seriam necessários pelo menos 40 helicópteros a mais, trabalhando a plena capacidade, para socorrer as 800 mil pessoas isoladas em todo o país.

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