ONU acerta resposta branda à Coreia do Norte

O texto "condena" o lançamento norte-coreano e pede sanções contra contra o país

Associated Press,

11 de abril de 2009 | 15h54

Os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas chegaram hoje a um acordo sobre uma declaração presidencial que condena a Coreia do Norte pelo lançamento de um foguete no último domingo, 5, e aperta as sanções contra o país comunista, informaram diplomatas do Conselho.

 

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Os diplomatas falaram sob condição de anonimato, porque as negociações aconteceram a portas fechadas.

 

Representantes dos cinco países com poder de veto no Conselho - Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França - e do Japão reuniram-se depois que Tóquio desistiu de exigir que o Conselho de Segurança apresentasse uma nova resolução para a Coreia do Norte. A declaração presidencial é considerada uma reação mais branda.

 

Segundo diplomatas, o rascunho condena o lançamento do foguete e deixa claro que a atitude violou a resolução de 2006, que proibia qualquer tipo de teste com mísseis na Coreia do Norte. A resolução em questão foi publicada depois que o país realizou testes nucleares, no mesmo ano.

 

A declaração prevê ainda o congelamento dos ativos de companhias ou organizações envolvidas em transações relacionadas à importação ou exportação de mísseis, armas nucleares e outros armamentos de destruição em massa.

 

China e Rússia, aliados mais fortes da Coreia do Norte, recusaram-se a apoiar uma nova resolução, proposta também pelos Estados Unidos. Contudo, enquanto o Japão insistia em uma nova resolução, os Estados Unidos indicavam que aceitariam uma declaração presidencial incisiva.

 

A embaixadora americana, Susan Rice, saiu do encontro de quase duas horas anunciando que havia aceitado o rascunho da declaração e que se encontraria mais tarde com outros membros do conselho para entregá-los o texto. "Nós achamos que o texto manda uma mensagem clara", disse Rice, sem revelar qualquer detalhe.

 

A declaração presidencial precisa ser aprovada por unanimidade pelos 15 integrantes do Conselho. As informações são da Associated Press.

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