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ONU acusa Israel de usar fósforo branco em ataque contra sede

Complexo da agência de refugiados da organização foi atingido; uso de substância é proibido mundialmente

Da BBC Brasil, BBC

15 de janeiro de 2009 | 15h57

Porta-vozes da Agência de Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNWRA, na sigla em inglês), da ONU, disseram nesta quinta-feira que fósforo branco foi aparentemente usado em um ataque atribuído a Israel contra um conjunto de instalações da agência na Faixa de Gaza. O fósforo branco é uma substância incendiária cujo uso em armas é proibido por leis internacionais. Israel já negou veementemente a acusação de usar o composto para fins bélicos. Um porta-voz, Chris Gunness, disse à BBC que as chamas provocadas pelo bombardeio são difíceis de apagar e ainda ameaçam as cerca de 700 pessoas que estão abrigadas no complexo da agência. "Nós não podemos usar extintores convencionais, porque acreditamos que há fósforo branco. Você só consegue apagar fósforo branco com areia e nós não temos areia em quantidade suficiente para fazer isso."   Veja também: Premiê diz que ataque à ONU em Gaza foi resposta a tiros Ministro do Interior do Hamas foi morto, dizem israelenses Invasão já deixou US$ 1,4 bilhão em prejuízos Há elementos para encerrar guerra 'agora', diz Ban ONU: há elementos para encerrar invasão 'agora'  Número de mortos em Gaza já passa de mil  Conflito em Gaza vira guerrilha urbana  Secretário-geral da ONU apela por trégua Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos   Veja imagens de Gaza após os ataques       "Setecentas pessoas estão lá. Não há nenhum lugar seguro para elas irem. Não podemos evacuá-los porque há confrontos do lado de fora", afirmou. A bomba com fósforo branco é lançada por aviões e interage quimicamente com o oxigênio, se incendiando e liberando uma fumaça branca.   Imperdoável Uma preocupação da UNWRA é que há veículos com combustível dentro do complexo, e eles poderiam explodir com os ataques. Outro porta-voz da UNWRA, Johan Eriksson, disse que a agência da ONU entrou em contato com as forças de defesa de Israel e eles garantiram que não iriam disparar contra os prédios da agência enquanto um grupo de funcionário tentava colocar os veículos com combustíveis em um lugar mais seguro. "Quando nós estávamos começando a fazer isso, mais fósforo branco atingiu o complexo, e nós tivemos que abortar essa tentativa de mudar os tanques". "Eles (israelenses) têm as coordenadas de GPS exatas de todos os nossos escritórios na Faixa de Gaza, eles estão disparando contra a parte mais frágil de nosso complexo e (...) esta conduta é imperdoável", afirmou à BBC. Em Tel Aviv, após se reunir com representantes do governo israelense, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se disse revoltado com o ataque contra o prédio da sede da UNWRA. Ban disse que ouviu do ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, que o bombardeio foi um "erro grave."       Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse que o complexo foi atacado depois de militantes palestinos realizarem um ataque a partir do local. Tal afirmação não pôde ser verificada de forma independente.        BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.  

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