ONU adia para 5ª feira decisão sobre sanções à Síria

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adiou a votação sobre uma nova resolução sobre a Síria até quinta-feira. A medida é um esforço de última hora para fazer com que países ocidentais e Rússia cheguem a um acordo para encerrar a violência em território sírio.

AE, Agência Estado

18 de julho de 2012 | 15h54

O enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan pediu ao dividido conselho que adiasse a decisão, marcada para a tarde desta quarta-feira, depois que um atentado à bomba no coração da capital síria ter matado o ministro da Defesa e seu vice, o cunhado do presidente Bashar Assad.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que está em visita à China, também pediu ao Conselho de Segurança que "tome uma ação coletiva, com um senso de unidade".

Embaixadores dos cinco membros permanentes do conselho - Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França - reuniram-se a portas fechadas na manhã desta quarta-feira para discutir o pedido de Annan. Os membros permanentes têm direito a veto no Conselho.

O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, disse aos jornalistas, após o encontro que "uma possível votação foi adiada até a manhã de quinta-feira".

A grande questão que impede um acordo sobre a Síria é a exigência do Ocidente por uma resolução que ameace o país com sanções não-militares, que é atrelada ao Capítulo 7 da Carta da ONU, que poderia eventualmente permitir o uso da força para encerrar o conflito.

A Rússia, aliado próximo da Síria, se opõe de forma inflexível às sanções e a qualquer menção ao Capítulo 7.

O presidente russo Vladimir Putin e seu colega norte-americano Barack Obama não conseguiram resolver suas diferenças a respeito da Síria durante uma conversas telefônica realizada nesta quarta-feira, informou o Kremlin.

"Permanecem as diferenças de abordagem em relação a medidas práticas para chegarmos a um acordo", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo agências de notícias russas. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Mais conteúdo sobre:
SíriaONUsanções

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.