ONU admite não saber quantos morreram em enchentes no Paquistão

Número oficial de vítimas é de 1,5 mil, mas pode ser maior porque áreas do país estão inacessíveis

LOUIS CHARBONNEAU, REUTERS

20 de agosto de 2010 | 19h00

Paquistaneses se esforçam para conseguir um saco de farinha em Kuddur  

 

NOVA YORK- O real número de mortos pelas inundações no Paquistão permanece desconhecido, porque enormes áreas ainda estão inacessíveis, disse nesta sexta-feira, 20, o embaixador do país junto à ONU, Abdullah Hussain Haroon.    

 

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O número oficial de vítimas está em torno de 1.500, mas deve subir. "Não sabemos ainda quantos estão mortos. Só podemos torcer para que as cifras de vítimas tenham sido menores", disse Haroon. 

Cerca de um terço do território paquistanês foi inundado nas últimas três semanas, e há cerca de 4 milhões de desabrigados. 8 milhões precisam de ajuda humanitária urgente

Haroon agradeceu os demais países por suas promessas de ajuda e manifestações de apoio diante de "uma das maiores calamidades que já assolaram a humanidade".

Nove dias depois de a ONU solicitar US$ 459 milhões para ajudar o Paquistão, quase 70% da quantia já foi oferecida, disse à Reuters por telefone John Holmes, diretor humanitário da ONU.

"Não está mal para um desastre normal, mas este não é um desastre normal", disse Holmes. "Mas o dinheiro continua chegando."

 

As enchentes devastaram aldeias, usinas elétricas e estradas em todo o país, ampliando a impopularidade do governo, que recentemente vinha conseguindo avanços contra a insurgência do Taleban.

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