ONU admite para Lula que ataque dos EUA ao Iraque é iminente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, avaliaram hoje, em conversa telefônica, que está praticamente certo um bombardeiro norte-americano ao Iraque. "A avaliação de todos nós é que agora há muito pouco o que fazer, e não há espaço para iniciativas novas do governo brasileiro e das Nações Unidas", disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que estava no gabinete de Lula na hora do telefonema. Segundo Amorim, o presidente continuará defendendo uma reunião de líderes mundiais para, desta vez, tentar encurtar a guerra. Ele disse que Annan informou a Lula que o Conselho de Segurança se reúne amanhã para tratar de possíveis ações humanitárias na região do conflito. Amorim disse, também, que o governo brasileiro não teme retaliações dos Estados Unidos pela posição assumida, contra a guerra. "Não creio em represálias", disse. "Temos muitas coisas importantes com os Estados Unidos. O fato de divergirmos em relação a um tema não deve cessar a cooperação entre as duas grandes democracias do continente americano. O presidente Lula apenas expressou o sentimento do povo brasileiro e do Congresso, que consideram que apenas a ONU possa decidir a paz ou a guerra". Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula - Os primeiros 100 dias

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