ONU adota resolução contra Irã sem novas sanções

Apenas as três medidas anteriores ficaram validadas, após EUA e Rússia entrarem em acordo

Agências Internacionais,

27 de setembro de 2008 | 17h47

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade neste sábado, 27, a resolução que reafirma as três sanções anteriores contra o Irã por se recusar a interromper enriquecimento de urânio para seu programa nuclear. O texto, entretanto, não impõe novas sanções, pois os Estados Unidos e a Rússia chegaram a um compromisso na sexta-feira.   A resolução se limitou a pedir ao Irã o cumprimento das resoluções prévias que exigem a suspensão de atividades nucleares suspeitas e cooperar com a agência nuclear das Nações Unidas. A aprovação teve apoio das grandes potências logo que a Rússia disse que não aceitaria mais sanções neste momento.   O embaixador da França na ONU, Jean Maurice Rippert, destacou a satisfação de seu país e da União Européia (UE) "por essa adoção unânime, que reafirma a profunda preocupação da comunidade internacional porque o Irã segue adiante com seu programa nuclear e sem cooperar com o Órgão Internacional de Energia Atômica (OIEA)".   Os seis países do Conselho (EUA, França, Reino Unido, Rússia e China, mais a Alemanha) apresentaram na sexta-feira um novo projeto de resolução em uma reunião de urgência máxima do órgão da ONU. O documento afirma que o Teerã tem a obrigação de parar o enriquecimento de urânio, mas não menciona a possibilidade de criar uma quarta rodada de sanções.    Estados Unidos, França e Reino Unido se mostraram favoráveis a impor uma nova rodada de sanções contra o Irã por seus não cumprimentos com a OIEA, mas os outros países permanentes do Conselho - Rússia e China - opuseram, o que transmite uma impressão de divergência em um assunto tão grave.   O Irã nega as acusações e suspeitas das potencias ocidentais no sentido de que está pondo em uso o programa nuclear de uso civil e militar. Além disso, considera que este assunto como "encerrado", conforme disse o presidente iraniano Mahmud Ahmadineyad.   Atualizado às 18h51 para acréscimo de informações

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