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ONU adverte autoridades afegãs contra fraude eleitoral

Organização quer que votos de urnas sob suspeita de fraude sejam anulados.

BBC Brasil, BBC

08 de setembro de 2009 | 08h24

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que as autoridades eleitorais no Afeganistão adotassem medidas firmes para impedir fraude na apuração dos votos do pleito presidencial realizado em 20 de agosto.

O representante especial da ONU no país, Kai Eide, enviou uma carta às autoridades nesta terça-feira, afirmando que a contagem final precisa excluir resultados de todas as urnas onde ocorreram irregularidades.

A comissão afegã responsável por analisar denúncias de irregularidades na votação ordenou a realização de uam série de investigações e recontagens.

A BBC apurou que o embaixador dos Estados Unidos na capital afegã, Cabul, e um alto representante da ONU se reuniram com o presidente afegão Hamid Karzai na noite de segunda-feira para discutir a crescente preocupação que têm com as denúncias de fraude.

Resultados parciais divulgados no domingo indicam que Karzai estava perto de vencer o pleito com mais de 50% dos votos, dispensando a realização de um segundo turno.

Com 75% dos votos apurados, Karzai tinha 48,6% enquanto o segundo candidato, Abdullah Abdullah, estava com 31,7%.

Queixas

O correspondente da BBC em Cabul, Chris Morris, disse que novos resultados parciais são aguardados ainda nesta terça-feira, mas muitos diplomatas estrangeiros acreditam que podem ser fraudulentos.

Mais de 650 alegações de graves irregularidades foram apresentadas à comissão eleitoral.

No fim-de-semana, funcionários da comissão anularam resultados de 447 secções eleitorais, que continham cerca de 200 mil cédulas.

Mas há temores de que as irregularidades foram mais generalizadas.

Segundo a emissora de TV americana ABC news, autoridades ocidentais acreditam que o número de votos duvidosos pode ultrapassar um milhão - praticamente um quarto de todos os votos, disse Morris.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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