ONU afirma que intimidação ao WikiLeaks é 'censura'

A Organização das Nações Unidas (ONU) classificou de "censura" a pressão feita por governos e empresas contra o WikiLeaks, indicando que apenas tribunais poderão julgar se os documentos que o grupo divulgou ferem ou não alguma lei de segurança nacional. Qualquer outra medida contra o grupo ou seu fundador, Julian Assange, segundo as Nações Unidas, poderia ser considerada como "intimidação e pressão".

AE, Agência Estado

10 de dezembro de 2010 | 09h23

A advertência da ONU foi feita em meio a uma guerra na internet, mas também diante de declarações de alguns políticos de que Assange teria de ser "parado". Grupos que apoiam o WikiLeaks ainda alertam que o fundador da organização teme ser alvo de um ataque.

Ontem, a ONU deixou claro que tudo isso seria "ilegal". "Se houve um erro ou um crime, ele deve ser avaliado perante a lei. Não com pressão e intimidação", alertou Navi Pillay, alta comissária de Direitos Humanos da ONU. "Estou preocupada com a pressão sobre bancos, empresas e cartões de crédito que permitem as doações (ao WikiLeaks). Não está claro se isso viola as obrigações para permitir a liberdade de expressão e pode ser considerada como censura contra o direito do grupo de liberdade de expressão, afirmou Navi.

Segundo ela, "muito do que se publica poderia levantar uma questão fundamental para os direitos humanos: o equilíbrio entre a liberdade de informação e os interesses de segurança de um país". "Esse é um equilíbrio difícil de se encontrar, mas apenas tribunais e a lei podem dizer qual é esse equilíbrio." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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