ONU afirma que situação no Quirguistão segue tensa e teme por referendo

Segundo porta-voz da organização, minoria usbeque ainda ergue barricadas para se proteger

Efe

22 de junho de 2010 | 12h09

GENEBRA - A ONU considera que a situação no sul do Quirguistão, onde há dois dias começou uma crise de violência étnica que deixou centenas de mortos, é "muito tensa" e teme que o referendo deste fim de semana reanime as hostilidades entre grupos quirguizes e usbeques.

 

"Esperamos que o referendo não provoque uma nova onda de violência", declarou nesta terça-feira, 22, a porta-voz da Oficina de Ajuda Humanitária das Nações Unidas (OCHA), Elizabeth Byrs.

 

O governo interino do Quirguistão apontou que, apesar da crise, está decidido a realizar um referendo constitucional neste fim de semana.

 

Entretanto, a ONU mantêm suas cifras de 300.000 deslocados internos e 100.000 vítimas da violência que conseguiram cruzar a fronteira para o vizinho Usbequistão, onde há cerca de cinquenta acampamentos onde os refugiados se instalaram.

 

Entre eles, 9.000 retornaram a suas comunidades nos últimos dias, principalmente na província de Jalal-Abad, apontou Byrs.

 

Indicou também que o governo interino no Quirguistão lançou ontem uma operação para retirar as barricadas levantadas pelos grupos usbeques, que resistiram a essa ação, o que gerou choque que causou a morte de duas pessoas.

 

"As comunidades usbeques levantaram barricadas para proteger-se", explicou a porta-voz.

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