ONU agirá contra responsáveis por obstáculos à paz em Darfur

Seis facções armadas rebeldes anunciaram que boicotarão a reunião de Sirte que acontece no sábado

Efe,

25 de outubro de 2007 | 01h50

O Conselho de Segurança da ONU advertiu nesta quinta-feira, 25, que tomará medidas contra aqueles que colocarem obstáculos ao processo de paz em Darfur. O processo sofreu um revés devido a recusa de alguns rebeldes em participar das próximas etapas de negociação, na Líbia. Os 15 membros do Conselho manifestaram em uma declaração firme respaldo às negociações deste sábado na cidade líbia de Sirte, cujo primeiro resultado deve ser a suspensão das hostilidades entre as partes envolvidas no conflito. "O Conselho de Segurança chama todas as partes a assistir e a participar de forma construtiva das conversas e, como um primeiro passo, concordar e colocar em prática a suspensão das hostilidades, sob supervisão da ONU e da União Africana (UA)", afirma a nota. O órgão da ONU expressou preocupação com "a contínua deterioração da situação quanto à segurança e a problemas de ordem humanitária", e por isso pediu a todas as partes envolvidas que se contenham, para evitar represálias e uma escalada da violência. O Conselho também deixa clara sua inquietação pelos "atrasos" na configuração da missão de paz conjunta da ONU e da UA (Unamid, na sigla em inglês), que deve desdobrar 26 mil soldados na região sudanesa de Darfur a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Às vésperas do encontro, seis facções armadas rebeldes anunciaram que boicotarão a reunião de Sirte por considerar que necessitam de mais tempo para acertar suas posições antes de se sentarem para negociar com o governo de Cartum. Mais de dois milhões de pessoas tiveram de abandonar seus lares e outras 200 mil perderam a vida desde o início do conflito em Darfur em 2003, quando grupos rebeldes pegaram em armas para protestar contra a pobreza e a marginalização deste território fronteiriço com o Chade.

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