ONU: ainda há esperança de resgates com vida no Haiti

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram hoje que ainda é possível encontrar sobreviventes nos escombros do terremoto ocorrido na terça-feira da semana passada no Haiti. "A esperança persiste. Ainda há esperança", afirmou Elizabeth Byrs, porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês). Segundo ela, mais de 90 pessoas foram retiradas dos escombros com vida, no esforço internacional para se buscar sobreviventes do terremoto de 7 graus na Escala Richter.

AE-AP, Agencia Estado

19 de janeiro de 2010 | 10h47

"O clima está moderado, há bolsões com ar (entre os escombros). A forma como as construções ruíram criou grandes espaços", disse Elizabeth. "O problema é a desidratação, mas no momento ainda há uma chance." Além da capital, Porto Príncipe, os tremores também levaram destruição a cidades próximas, como Jacmel, ao sul de Porto Príncipe, e Carrefour, Gressier e Leogane, a oeste.

O OCHA afirma que as prioridades agora incluem "assistência médica, lidar com os corpos, abrigos, água e comida e condições sanitárias". Comida e tendas têm chegado ao país, mas o acesso ao combustível, essencial para o transporte dos itens essenciais, tem se tornado uma questão fundamental.

O Programa Mundial de Alimentos planeja enviar 37.855 litros de diesel por dia para a vizinha República Dominicana para reduzir o problema, informou o OCHA em comunicado. "O combustível tornou-se um tema crucial", disse Emilia Casella, porta-voz da agência da ONU de alimentos.

Paraquedas

O Exército dos Estados Unidos entregou ontem alimentos por paraquedas no Haiti. Anteriormente, autoridades norte-americanas haviam rechaçado a possibilidade de utilizar esse método por considerá-lo arriscado demais. Uma porta-voz do Comando Sul afirmou que a Força Aérea C-17 partiu da Base Pope, na Carolina do Norte, e lançou 14.500 porções de alimentos prontos para consumo, além de 15 mil litros de água, em uma zona a 8 quilômetros a noroeste de Porto Príncipe.

As autoridades militares estudam agora se esse método foi suficientemente seguro, para que seja utilizado por todo o Haiti. Na semana passada, o secretário de Defesa, Robert Gates, disse que a entrega por paraquedas não ocorreria, pois ela poderia trazer mais danos que benefícios. De acordo com ele, havia a possibilidade de distúrbios, já que não existiria estrutura em terra para repartir esses mantimentos. Com informações da Dow Jones.

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