ONU: ajuda para combater crise econômica palestina

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, convocou ontem a comunidade internacional para ajudar milhões de palestinos envolvidos em uma "terrível situação sócio-econômica" pelos cinco meses consecutivos de conflito com Israel. "A recente crise teve um efeito catastrófico sobre a economia palestina, revertendo as conquistas de muitos anos de recuperação e progresso", declarou Annan na primeira sessão do ano da Comissão da ONU para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino. "A comunidade internacional deveria intrometer-se e lidar com a situação como um assunto emergencial", conclamou o secretário-geral.Os recentes combates com Israel deixou vazios os cofres do líder palestino Yasser Arafat e jogou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza numa grave crise econômica, gerando alertas sem precedentes por parte de Israel e das Nações Unidas segundo os quais a Autoridade Palestina (AP) poderia estar seguindo rumo ao colapso.Os cheques de apoio às famílias das vítimas enviados à AP não tinham fundos. Seus ministérios não têm dinheiro para pagar as contas telefônicas e precisaram fazer empréstimos junto a bancos privados para cobrir a folha de pagamento.O cerco econômico de Israel em torno dos território palestinos em vigor desde o início da nova onda de violência, em 28 de setembro, custa US$ 12 milhões por dia à economia palestina pelo não recebimento de salários e pela não realização de negócios, disse o vice-ministro das Finanças, Atef Alawneh, no mês passado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.