ONU ajudará o Sri Lanka se morte de 17 voluntários for esclarecida

As Nações Unidas advertiram nesta quinta-feira que nãocontinuará sua ajuda humanitária ao Sri Lanka enquanto não foramlevados à Justiça os culpados pelo assassinato de 17 voluntários daONG francesa Ação Contra a Fome. "É inaceitável que o governo não tenha dado nenhuma explicaçãosobre a execução de 17 trabalhadores humanitários em 4 de agosto, ea assistência humanitária não poderá continuar se os responsáveisdessas ações não forem julgados", afirma um comunicado de imprensadivulgado nesta quinta-feira pelo escritório das Nações Unidas em Colombo. O comunicado fazia referência às declarações que o coordenador deEmergências das Nações Unidas, Jan Egeland, fez na quarta-feira ementrevista coletiva em Nova York. "O conflito se aprofundou ali enquanto todos os olhares sedirigem ao Líbano", disse Egeland, acrescentando que "sãonecessários mais de US$ 37,5 milhões para cobrir as necessidades dos220.000 deslocados recentes que há no Sri Lanka". O comunicado das Nações Unidas de desta quinta-feira coincide com a firmerejeição pelo Governo do Sri Lanka das acusações da Missão deSupervisão do Cessar-fogo no Sri Lanka (SLMM), que ontemresponsabilizou o Executivo pelo massacre dos 17 voluntários. O ministro das Relações Exteriores cingalês, Mangala Samaraweera,que está em Londres, disse que era imoral que a SLMM chegasse aessas conclusões antes do fim das investigações policiais e dosexames legistas. A SLMM divulgou ontem os resultados de sua investigação sobre oassassinato dos funcionários do Ação Contra a Fome, que aconteceu noinício do mês na cidade de maioria muçulmana de Muttur, no sul dodistrito de Trincomalee. Em comunicado, o órgão afirmou que, "nos fatos investigados pelaSLMM, há sérios indícios da participação das forças de segurança,apesar destes terem negado". A SLMM afirmou seu convencimento de que "não pode haver nenhum outro grupo armado diferente das forças de segurança que possa estarpor trás dos fatos".

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