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ONU alerta para 'crítica' situação de civis no Sri Lanka

Dezenas de milhares de pessoas estão presas em zonas de combate entre Exército e rebeldes

Efe,

22 de abril de 2009 | 18h07

A ONU qualificou nesta quarta-feira, 22, de "crítica" a situação das dezenas de milhares de civis presos na zona de combates no norte do Sri Lanka, onde o organismo calcula que mais de 4,5 mil podem ter morrido desde meados de janeiro, quando se intensificaram as hostilidades. O porta-voz da ONU no país, Gordon Weiss, disse à Agência Efe que entre 20 mil e 100 mil continuam presas na última faixa de território sob controle dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), grupo contra o qual o Exército do Sri Lanka lançou uma ofensiva na segunda-feira passada.

 

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A guerrilha resistia em uma faixa de terra longitudinal de cerca de 17 quilômetros quadrados que faz limite com o mar pelo leste e que está ligada ao resto da ilha mediante pontes e estreitas áreas. Desde o começo da ofensiva final do Exército, na segunda-feira passada, o território sob controle dos LTTE ficou reduzido em um terço.

 

O porta-voz do Ministério da Defesa cingalês, Keheliya Rambukwella, citado pela edição digital do jornal Daily Mirror, disse que os rebeldes dominam agora um território de apenas 12 quilômetros quadrados. "Se a zona onde os civis estavam presos já era pequena, agora ficou reduzida em um terço e cada vez é mais difícil encontrar abrigo. A situação dos civis agora é crítica", acrescentou Weiss, por telefone.

 

O Exército, que descreveu sua ofensiva contra os LTTE como uma "operação humanitária" de "resgate" dos civis, afirmou nesta quarta que 95 mil pessoas conseguiram escapar desde segunda-feira passada e já se encontram em zona governamental. Weiss não pôde dar um número de mortos nesta semana de ofensiva, e lembrou que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha calcula que houve centenas de mortos e feridos. A guerrilha denunciou mil mortos e 2,3 mil feridos só na segunda-feira.

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