ONU alerta para perigo de bombas de fragmentação

Pequenos explosivos das bombas de fragmentação que não foram detonados mataram pelo menos um civil e feriram outros três, incluindo duas crianças, na área da cidade afegã de Herat, informou hoje a Organização das Nações Unidas (ONU). "Deve haver outros incidentes como este no país que ainda não foram reportados", afirmou o porta-voz da organização mundial, Hasan Ferdous. Os Estados Unidos reconheceram o uso de bombas de fragmentação - que não são proibidas por nenhum tratado internacional - durante o bombardeio contra o Afeganistão. O presidente George W. Bush autorizou os ataques em 7 de outubro, depois que o regime afegão do Taleban se recusou a entregar Osama bin Laden, apontado pelos EUA como principal suspeito pelos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington. Grupos de direitos humanos internacionais criticaram o uso das bombas de fragmentação porque muitos dos dispositivos contidos no interior dessas armas não explodem imediatamente, transformando-se assim em um risco para a população civil. Alguns grupos informaram que as crianças podem confundir os dispositivos, que são geralmente da cor amarela, com os pacotes de comida lançados pelos EUA sobre o Afeganistão, que são da mesma cor. O Pentágono prometeu mudar a cor para facilitar a distinção entre a comida e os explosivos. Segundo o pessoal da ONU em Herat, um civil morreu e um outro ficou ferido no dia 1º de novembro em uma explosão quando um deles tocou em um dispositivo que não havia explodido. Dois dias mais tarde, duas crianças ficaram seriamente feridas da mesma forma. Leia o especial

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