ONU alerta sobre casos de abuso sexual no Sudão do Sul

Os casos de abuso sexual no Sudão do Sul não se encerraram após o acordo de cessar-fogo. A representante no conflito da Organização das Nações Unidas (ONU) de assuntos de violência sexual, Zainab Bangura, afirmou que homens armados, tanto civis quando soldados, foram responsáveis por diversos atos de violência.

MARCELLA FERNANDES, Estadão Conteúdo

06 de outubro de 2014 | 20h39

Zainab está visita ao país com o objetivo de discutir medidas para prevenir e responder às diversas violações que têm acontecido. "Eu vim pedir que todas as partes do conflito parem com os estupros e com a violência", afirmou Zainab. "Se forem autorizadas a continuar, essa violações vão assombrar as futuras gerações do Sudão do Sul."

Desde o início do conflito, em dezembro, muitos sudaneses, tanto homens quanto mulheres, foram vítimas de abusos sexuais. Segundo Zainab, após os estupros, algumas pessoas foram assassinadas ou morreram posteriormente devido a ferimentos. Um relatório divulgado pela missão da organização das Nações Unidas no Sudão do Sul em maio confirmou que civis eram alvo de atos de violência sexual de acordo com suas etnias.

A representante especial da ONU pediu que os responsáveis pelos crimes sejam punidos e que os governos locais e a comunidade internacional apoiem as vítimas. Zainab fez um apelo, pedindo que "todos se unam e digam que basta".

O conflito na região eclodiu em 2013 devido a uma disputa política entre o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, que pertence à etnia dinka, e o ex-vice-presidente, Riek Machar, que pertence à Lou Nuer.

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