Loey Felipe/ONU/EFE
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ONU amplia lista de sancionados por programa nuclear da Coreia do Norte

A aplicação das medidas é supervisionada por um comitê de especialistas, que investigam empresas e pessoas que tentam burlar as sanções econômicas e diplomáticas

EFE

31 Março 2018 | 00h22

NOVA YORK - Um comitê do Conselho de Segurança da ONU ampliou nesta sexta-feira, 30, a lista de entidades e pessoas responsáveis por violar as sanções econômicas impostas à Coreia do Norte pelo programa nuclear desenvolvido por Pyongyang.

A relação de sancionados ganhou 21 companhias de navegação, uma pessoa ainda não identificada e 27 embarcações, informou a missão dos Estados Unidos nas Nações Unidas.

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, classificou como "históricas" as novas sanções, decretadas apesar da diminuição das tensões relativas ao regime norte-coreano nas últimas semanas.

A inclusão dos novos punidos foi decidida pelo comitê de sanções contra a Coreia do Norte, criado pelo Conselho de Segurança por causa do programa de testes nucleares e balísticos desenvolvido há mais de uma década pelo regime de Pyongyang.

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Durante os últimos anos, a ONU aprovou uma série de resoluções para aplicar sanções econômicas e diplomáticas contra o regime de Kim Jong-un para pressioná-lo a suspender os testes nucleares.

A aplicação das medidas é supervisionada por um comitê de especialistas, que investigam empresas e pessoas que tentam burlar as sanções econômicas e diplomáticas impostas pela ONU.

Na maioria dos casos, a lista é composta por empresas e embarcações que transportam mercadorias produzidas na Coreia do Norte e que tem importação proibida em outros países.

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Segundo a embaixadora americana, a ampliação da lista visa evitar o contrabando ilegal de petróleo e carvão da Coreia do Norte.

"A aprovação desse pacote histórico de sanções é um claro sinal que a comunidade internacional está unida nos esforços para manter pressão máxima sobre o regime da Coreia do Norte", afirmou Haley.

A diplomata americana agradeceu os esforços de países como Japão e Coreia do Sul, que trabalham para manter a pressão sobre o regime norte-coreano e garantir o cumprimento das sanções.

As empresas, indivíduos e embarcações incluídas hoje estavam em uma proposta feita em fevereiro pela missão dos EUA na ONU. Segundo os diplomatas americanos, a medida faz parte de um "esforço coordenado" do governo com seus aliados para continuar exercendo pressão contra Kim Jong-un e impedir o contrabando marítimo.

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A missão do Reino Unido na ONU elogiou a ampliação da lista, a maior inclusão de violadores das sanções até agora. A diplomacia britânica entende que a pressão contra a Coreia do Norte deve ser mantida até que o país transforme as recentes intenções de abandonar o programa nuclear em ações concretas.

Na quarta-feira, Kim Jong-un fez uma visita surpresa em Pequim. Os países da região também se preparam para uma cúpula entre os líderes das duas Coreias, que será realizada em abril, e para o encontro entre Kim e o presidente dos EUA, Donald Trump, em maio.

A ONU avalia positivamente a aproximação diplomática e confia que as ações façam que a Coreia do Norte suspenda os testes nucleares e balísticos que têm sido realizados desde 2006. /EFE

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