ONU apoia leis severas contra combatentes extremistas estrangeiros

ONU apoia leis severas contra combatentes extremistas estrangeiros

A ação da ONU foi motivada pelo avanço do Estado Islâmico e da Frente Al-Nusra, a afiliada síria da Al Qaeda

REUTERS

24 de setembro de 2014 | 19h03

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu nesta quarta-feira que todos os países transformem em crimes sérios as viagens de seus cidadãos ao exterior para lutar com grupos militantes, ou para recrutar e financiar outros para que o façam, uma medida desencadeada pela ascensão do Estado Islâmico.

Em uma reunião presidida pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o conselho de 15 membros adotou unanimemente uma resolução esboçada pelos EUA que incita os países a “evitar e suprimir” o recrutamento e as viagens de militantes para conflitos no exterior.

A ação da ONU foi motivada pelo avanço do Estado Islâmico e da Frente Al-Nusra, a afiliada síria da Al Qaeda. Cerca de 12 mil combatentes de mais de 70 nações viajaram à Síria e ao Iraque para lutar com grupos extremistas, dizem especialistas.

A resolução se encaixa no Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas, que a torna legalmente compulsória para todos os 193 Estados-membros da ONU e autoriza o Conselho de Segurança a aplicar decisões com sanções econômicas ou uso da força.

A medida normalmente visa combatentes que viajam para participar de conflitos em qualquer parte do mundo, mas não obriga o uso de forças militares para lidar com o tema dos combatentes estrangeiros.

Obama está formando uma coalizão global para combater o Estado Islâmico, que ocupou vastas áreas da Síria e do Iraque e exortou seus seguidores a atacar cidadãos de vários países. Os EUA conduziram ataques aéreos contra o grupo em solo sírio e iraquiano.

Mais cedo nesta quarta-feira, Obama declarou à Assembleia-Geral da ONU que a resolução irá sublinhar a responsabilidade das nações na contenção do extremismo violento.

“Mas resoluções devem ser acompanhadas por compromissos tangíveis, para que sejamos responsabilizados quando deixamos a desejar”, afirmou ele. “No ano que vem, deveríamos todos estar preparados para anunciar as medidas concretas que adotamos para contrabalançar as ideologias extremistas em nossos próprios países”.

A resolução da ONU expressa a preocupação de que “combatentes terroristas estrangeiros aumentem a intensidade, duração e obstinação dos conflitos, e também representem uma séria ameaça a seus Estados de origem, os Estados nos quais transitam e os Estados para os quais viajam”.

(Por Michelle Nichols)

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