ONU aponta Afeganistão como nova fonte mundial de droga

A região da Ásia conhecida como Triângulo Dourado, entre as fronteiras da Tailândia, Laos e Mianmá, pode, em breve, perder o título de principal fornecedor mundial de ópio, matéria-prima da heroína: o Afeganistão pós-Taleban está tomando seu lugar. Um relatório das Nações Unidas sobre drogas ilícitas, publicado nesta quarta-feira, informa sobre o declínio da produção e do consumo de substâncias ilegais em certas partes do mundo, enquanto novos mercados florescem em outros lugares.Segundo o texto, cerca de 200 milhões de pessoas usaram substâncias ilegais entre 2000 e 2001. Segundo o diretor da Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime, Antonio Maria Costa, ?globalmente. cocaína é o problema das Américas, heroína o da Ásia e cannabis, o da África?. A cannabis (maconha e haxixe) continua sendo a droga mais produzida, vendida e consumida no mundo, com cerca de 163 milhões de usuários. A produção de cocaína caiu pelo segundo ano consecutivo, embora o consumo e o tráfico continuem a ser um problema mundial; e a produção de heroína vem crescendo, a despeito de ?uma grande redução no cultivo de papoula? no Triângulo Dourado.Segundo o relatório, se a tendência atual se mantiver, o Triângulo passará a ser uma ?fonte menor? de ópio, perdendo proeminência para o Afeganistão, que já produz 76% do ópio mundial, segundo Costa. ?O preço de um grama de heroína no Afeganistão está entre US$ 1 e US$ 5, e se vende por quase US$ 100 na Europa?, diz o funcionário da ONU.

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