ONU aponta 'mexicanização' do tráfico de drogas na África

O tráfico de drogas a partir da África Ocidental está seguindo o mesmo caminho do México, com traficantes locais assumindo um crescente controle sobre um sistema cada vez mais sofisticado para a venda de cocaína para os mercados ricos ao norte, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

DAVID LEWIS, REUTERS

20 de junho de 2011 | 20h57

O volume de cocaína apreendido na África Ocidental antes do envio à Europa caiu nos últimos anos, mas isso só significa que o tráfico está se sofisticando, segundo Alexandre Schmidt, chefe regional na África Ocidental do Escritório da ONU para Drogas e Crimes.

"Significa que há um reposicionamento das rotas do tráfico, e que os traficantes de drogas têm meios muito mais sofisticados e estão usando mais rotas", disse ele num evento no Senegal.

O fluxo de cocaína pelos frágeis Estados africanos rumo à Europa tem dominado a pauta internacional da fiscalização antidrogas, e os especialistas alertam que o narcotráfico pode corromper os Estados, espalhando a instabilidade e abalando as economias regionais.

O valor das drogas traficadas pela África Ocidental em 2009 é estimado em 800 milhões de dólares, o que equivale a grandes parcelas do Produto Interno Bruto (PIB) de vários países da região.

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