ONU aprova força de até 26 mil para Darfur

O Conselho de Segurança da ONU autorizou na terça-feira o envio de até 26 mil soldados e policiais a Darfur, a fim de proteger civis e conter a violência na enorme e árida região do oeste do Sudão. A operação conjunta ONU-União Africana deve custar mais de 2 bilhões de dólares no primeiro ano. A guerra civil em Darfur já levou mais de 2,1 milhão de pessoas para campos de refugiados, e cerca de 20 mil morreram nos últimos quatro anos. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, qualificou a resolução de "histórica" e pediu aos Estados membros que ofereçam os contingentes "competentes" rapidamente. A resolução 1769 evoca o artigo 7 da Carta da ONU, o que autoriza o uso da força para autodefesa, para garantir a livre movimentação de agentes humanitários e para proteger civis sob ataque. Mas a resolução, atenuada diversas vezes, não autoriza mais o confisco e eliminação de armas, apenas o monitoramento delas. Também caiu a ameaça de futuras sanções, mas o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, alertou na terça-feira que "se alguma parte bloquear o progresso e as mortes continuarem, eu e outros vamos redobrar nossos esforços para impor novas sanções." "O plano para Darfur de agora em diante é alcançar um cessar-fogo, incluindo um fim dos bombardeios aéreos contra civis; seguir para a paz e, quando a paz for estabelecida, oferecer para começar a investir na recuperação e reconstrução", disse Brown em visita à ONU. Grã-Bretanha e França são os principais patrocinadores da resolução, que autoriza especificamente o envio de 19.555 militares e 6.432 policiais civis.

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