Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

ONU aprova primeiro tratado sobre comércio global de armas

A Assembleia-Geral da ONU, com 193 nações, aprovou nesta terça-feira por maioria esmagadora o primeiro tratado sobre o comércio global de armas, que visa a regulamentar um negócio internacional de 70 bilhões de dólares em armas convencionais, desde armas leves a tanques e navios de guerra.

Reuters

02 de abril de 2013 | 14h40

Houve 154 votos a favor, 3 contra e 23 abstenções.

Irã, Síria e Coreia do Norte impediram na semana passada o consenso necessário para a adoção do tratado durante uma conferência na sede da ONU. Dessa forma, as delegações que apoiam o tratado não tiveram escolha a não ser recorrer à votação na Assembleia-Geral.

O tratado será aberto a assinaturas dia 3 de junho e vai entrar em vigor 90 dias após a 50ª assinatura de ratificação.

China e Rússia, grandes produtores de armas, receberam o apoio de Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua e outros países na abstenção.

Alguns países se queixaram que o tratado favorece mais os países exportadores do que os importadores.

Os Estados Unidos, maior exportador de armas do mundo, disseram na semana passada que iriam votar a favor do tratado, apesar da oposição do poderoso lobby pró-armas dos EUA Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês).

O NRA se opõe ao tratado e prometeu lutar para impedir sua ratificação pelo Senado dos EUA quando chegar a Washington. O NRA diz que o tratado prejudicaria os direitos de posse de armas nos EUA, uma posição que o governo dos EUA rejeita.

O embaixador sírio na ONU, Bashar Ja'afari, repetiu que seu governo se opõe ao tratado de comércio de armas, porque não proíbe a venda de armas para atores não-estatais e "terroristas", como o governo descreve os ativistas na Síria, onde uma guerra civil de dois anos já deixou ao menos 70 mil mortes, segundo estimativas da ONU.

A Síria rotineiramente refere-se aos rebeldes que tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad como "terroristas" apoiados por governos estrangeiros.

(Reportagem de Louis Charbonneau)

Tudo o que sabemos sobre:
ONUARMASTRATADO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.