ONU aprova resolução contra a violência no Oriente Médio

A Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), aprovou quase por unanimidade uma resolução pedindo o fim imediato da violência entre israelenses e palestinos, o que inclui incursões israelenses na Faixa de Gaza e o lançamento de foguetes por palestinos em Israel. A resolução pede ainda ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que investigue o recente bombardeio israelense a Beit Hanoun, que matou 19 civis em meados de novembro, e foi condenado na Europa e Oriente Médio. Os Estados Unidos votaram contra o texto, vetando uma resolução semelhante apresentada ao Conselho de Segurança da organização na semana passada. Ao contrário das resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança, as aprovadas pela Assembléia Geral da ONU não são de cumprimento obrigatório, e seu valor é altamente simbólico. Cerca de 156 países - inclusive todos os integrantes da União Européia - votaram a favor da resolução da ONU depois de uma série de emendas ao texto. Estados Unidos, Israel e Austrália estavam entre as sete nações que se opuseram à resolução, e seis se abstiveram. A proposta foi apresentada em sessão especial de emergência convocada pelo Catar. O embaixador de Israel na ONU, Dan Gillerman, criticou a sessão, qualificando-a como um "circo" e perguntou porque o texto não mencionava o grupo militante islâmico Hamas. O embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, disse que "esse tipo de resolução serve apenas para exacerbar as tensões ao servir os interesses de elementos hostis ao reconhecido e inalienável direito de existir de Israel". Mas o observador palestino na ONU, Riyad Mansour, saudou o apoio da Assembléia Geral, dizendo que a resolução envia uma "mensagem significativa" para Israel.

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