ONU aprova sanções sobre líder de facto da Costa do Marfim

Conselho de Segurança expressa 'grave preocupação' com violência no país africano

Associated Press

30 Março 2011 | 18h20

NOVA YORK - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira, 30, sanções contra líder de facto da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo. O país africano está mergulhado em uma onda de violência há meses devido às disputas entre Alassane Ouattara, reconhecido internacionalmente como o presidente eleito, e Gbagbo.

 

A resolução foi aprovada por unanimidade no Conselho. O texto pede o fim imediato da violência e estabelece o congelamento de bens e a proibição de voagens a Gbagbo, sua esposa e três de seus principais aliados. O órgão ainda pede que "todos os partidos aceitem Ouattara como presidente" e a renúncia do líder de facto.

 

A aprovação das resolução contra Gbagbo ocorre cinco dias depois que a França e a Nigéria apresentaram ao órgão um rascunho expressando a "grave preocupação" das nações do Oeste Africano de que a violência na Costa do Marfim poderia se converter em uma guerra civil.

 

As disputas entre Gbagbo e Ouattara começaram em novembro, quando ocorreram as eleições, mas a violência ganhou maiores dimensões nos últimos dias. Ouattara é reconhecido como o verdadeiro presidente marfinense, mas Gbagbo se recusa a deixar o poder.

 

Nesta quarta, forças leias a Ouattara tomaram a capital política do país, Yamoussoukro. O líder opositor deu a Gbagbo "horas" para ele abandonar o poder. "O tempo de diálogos e armistícios acabou", decretou o braço direito de Ouattara, Guillaume Soro. Gbagbo encontra-se na cidade de Abidjã, para onde rumam as tropas da oposição. Cinco meses de tensão deixaram cerca de 500 mortos e 1 milhão de refugiados na Costa do Marfim. As informações são da Associated Press.

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