ONU aumenta pressão contra Assad

Em mais uma iniciativa para isolar internacionalmente Bashar Assad, o Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, com o apoio de nações árabes, aprovou uma resolução que cria uma comissão para investigar "crimes contra os direitos humanos" realizados pelo regime de Damasco. A decisão em Genebra abre as portas para um posicionamento mais duro da comunidade internacional, segundo o governo americano.

Gustavo Chacra, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2011 | 00h00

Em Nova York, EUA e países europeus concluíram um rascunho de resolução para impor um embargo de armas ao regime sírio. Segundo o vice-embaixador britânico, Philip Parham, a medida é apoiada por EUA, Alemanha, Grã-Bretanha, França e Portugal e impõe restrições a viagens e o congelamento de bens de Assad e de mais 22 pessoas ligadas ao regime. A resolução também condena o uso de violência contra manifestantes.

"Vamos buscar ações adicionais no Conselho de Segurança (da ONU) para aumentar a pressão contra o regime", disse em Nova York a embaixadora americana nas Nações Unidas, Susan Rice.

O embaixador russo Vitali Churkin condenou a tentativa de impor sanções ao regime sírio. De acordo com ele, ainda não é o momento de seguir por esse caminho. Até agora, o Conselho de Segurança da ONU aprovou apenas uma declaração presidencial condenando a repressão na Síria, que não tem força de resolução. Países como Rússia, China, Brasil, Índia e África do Sul ainda não se manifestaram em favor de uma ação do CS e negociações devem prosseguir ao longo da semana.

Em Damasco, o embaixador dos Estados Unidos, Robert Ford, visitou uma cidade no sul do país que foi alvo da repressão das forças de Assad em maio. O diplomata passou quatro horas em Jassem, próxima das Colinas do Golã. Desde o início dos protestos, em março, 2,2 mil pessoas morreram na Síria. / COM AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.