ONU, Brasil e EUA condenam atentados na Argélia

Pelo menos 62 pessoas morreram, entre elas, 11 empregados da organização; Al-Qaeda assume autoria

Efe,

12 de dezembro de 2007 | 01h38

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, o governo brasileiro e o americano condenaram os atentados terroristas desta terça-feira, 11, em Argel, que causaram 62 mortos, entre eles 11 empregados da organização internacional. Ban Ki-moon, que está na ilha indonésia de Bali, disse que o atentado é indecente e "injustificável". Além disso, ele afirmou que é um "ataque covarde a civis que servem aos mais altos ideais da humanidade". Ele disse ainda não poder expressar em palavras seu estado de "estupor, raiva e ira". "Nossos corações estão com as vítimas. O seu sacrifício não pode ser e não será esquecido", disse aos jornalistas o secretário-geral. Ele afirmou que os autores do massacre não escaparão do castigo mais severo possível da comunidade internacional.  Brasil Em uma nota do Ministério de Relações Exteriores, o governo brasileiro lamentou que os ataques tenham atingido as instalações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), "que prestam importante contribuição aos esforços da comunidade internacional e do Governo e da sociedade argelinos em prol do desenvolvimento da região". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem de solidariedade ao chefe de Estado argelino, Abdelaziz Bouteflika. Segundo o Itamaraty, na nota, Lula transmite "a solidariedade do povo e do governo do Brasil nesse momento de extrema dor". "O governo brasileiro condena veementemente todas as formas de terrorismo, cujo caráter ignominioso não encontra qualquer justificativa possível. Estou certo de que o povo argelino saberá enfrentar mais essa provação, como o fez no passado, com coragem e determinação, consolidando o processo irreversível de reconciliação nacional", acrescenta Lula. Estados Unidos O governo dos Estados Unidos afirmou que não existe justificativa alguma "para esses desprezíveis ataques". "Estamos junto ao governo e ao povo da Argélia neste momento de violência inconsciente e de luta contra a ameaça terrorista", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack. O porta-voz disse que os Estados Unidos estão prontos para ajudar o governo da Argélia, caso o auxílio seja solicitado. "Nossos pensamentos e nossas preces estão com as vítimas desses ataques e com seus parentes", acrescentou.

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