ONU busca paz embargando venda de armas à Costa do Marfim

O embargo sobre a venda de armas à Costa do Marfim durante 13 meses, aprovado ontem por unanimidade pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, com início imediato, atende exigência feita por líderes africanos, durante reunião realizada domingo em Abuya, capital da Nigéria, quando foram discutidas soluções para a grave crise naquele país. O embaixador francês na ONU, Jean Marc de la Sablière, enfatizou que o objetivo do Conselho de Segurança é que as facções em luta retomem de imediato o processo de paz. "A ONU nunca parou de dizer que não há solução militar e sim política para a crise na Costa do Marfim", disse Sablière. Com a medida, a ONU tenta conter o caos que reina desde o dia 4 na Costa do Marfim, quando forças do governo lançaram uma ofensiva contra rebeldes. Três dias depois, a força aérea do presidente Laurent Gbagbo atacou um posto da força de paz da ONU, matando nove soldados franceses. Em represália, a França destruiu os aviões que fizeram o ataque, o que desencadeou uma onda de violência, voltada principalmente contra os franceses residentes no país.

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